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Ciência & Saúde05 de agosto de 2026Fonte: Folha Vitória

UFMS descobre que autismo surge da interação entre vários genes

Pesquisa analisou dados de mais de 10 mil famílias e revelou que pares de genes atuam juntos no desenvolvimento do autismo.

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Redação O Autista
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UFMS descobre que autismo surge da interação entre vários genes
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Estudo brasileiro reforça que o Transtorno do Espectro Autista possui origem multifatorial e complexa

Pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) alcançaram uma importante descoberta sobre os caminhos biológicos do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ao analisarem dados genéticos em larga escala, os cientistas constataram que o autismo não é provocado por uma única alteração genética isolada, mas sim pela ação conjunta e combinada de múltiplos genes.

A investigação, cujos achados foram publicados no periódico científico Communications Biology, traz novas evidências sobre a natureza diversa e singular do espectro.

O que mudou ou o que a pesquisa aponta?

Para chegar a essa conclusão, a equipe da universidade adotou uma abordagem focada na análise de pares genéticos. A pesquisa examinou o DNA de 10.795 famílias cadastradas no SPARK, um dos maiores repositórios internacionais dedicados à investigação do autismo.

Durante o mapeamento, os cientistas identificaram 97 genes com efeito moderado. Isoladamente, nenhuma dessas estruturas apresentava alteração suficiente para explicar o aparecimento do transtorno. Contudo, quando esses genes foram analisados em pares, foi constatada uma relação estatisticamente significativa com o TEA.

Importante: Os resultados confirmam que o autismo tem origem multifatorial, combinando a ação conjunta de diversos fatores genéticos e a potencial influência de aspectos ambientais.

Impacto para a comunidade autista

Compreender que o autismo é resultado de interações genéticas complexas muda a forma como a ciência enxerga o espectro. Em vez de buscar uma causa única, os pesquisadores agora conseguem entender como diferentes variações genéticas convergem para rotas biológicas comuns durante o desenvolvimento cerebral.

Para as pessoas autistas e suas famílias, este avanço representa um passo importante rumo ao aperfeiçoamento das ferramentas de diagnóstico e ao desenvolvimento de intervenções de saúde mais individualizadas e assertivas, focadas na qualidade de vida e nas necessidades de cada indivíduo.


Fonte: Matéria adaptada com base na publicação do veículo Folha Vitória.